sábado, 4 de fevereiro de 2012

Teologia no exílio


Conta o teólogo A. T. Robinson (teólogo liberal e bispo da Igreja anglicana, autor do célebre "Honest to God"; e provavelmente ainda mais célebre pelos debates com C. S Lewis; morreu em 1983) que, num encontro do partido trabalhista, nos anos 60, Gaitskell propôs alterações aos estatutos do partido. Harold Wilson, que foi várias vezes primeiro ministro britânico até 1976, também trabalhista, opôs-se dizendo que tudo aquilo não passava de "teologia", no sentido de "afirmações teóricas acerca de coisas sem pertinência nenhuma para a ordem prática".

Robinson escreve que a reputação de teologia estava a mudar. Isto foi no final dos anos 60. Mais depressa mudaram os estatutos do partido, que só regressaria ao poder no final dos anos 90 com o New Labour de Tony Blair, "his Toniness", como lhe chamava Jeremy Clarkson, do que a percepção contemporânea do que é a teologia.

Christian Duquoc, num pequeno mas valiosíssimo da editora Vozes, diz que a teologia está no exílio ("Teologia no Exílio. O desafio da sobrevivência da teologia na cultura contemporânea"). Leitura para os próximos dias.

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