quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O escândalo dos destroços do 11 de Setembro


O cepticismo não se opõe à fé, que pode sempre ser crítica. Um saudável criticismo, um cepticismo moderado, na perspectiva católica, é sempre saudável. Dá cabo dos ídolos. Também por isso, eu tendo a não acreditar em milagres, em última análise, supérfluos para a aposta da fé. Mas isso não quer dizer que não se seja sensível aos sinais.


Nos destroços dos World Trade Center encontraram uma cruz de proporções tradicionais. Só vê significado religioso nisso quem é crente. E quem não é, quando muito, pode ficar sensibilizado. Por isso, na notícia que se segue, compreendo a atitude dos crentes. Já a atitude dos ateus não me parece resultar de um desejo sincero de igualdade, mas de uma tentativa de apagar o símbolo maior do cristianismo (e não apenas do catolicismo), que, segundo a teologia clássica e mais básica, nos diz que o crucificado sofreu por todos. Incluindo os ateus. E isso, admito, será algo sempre difícil de aceitar. Nunca a cruz deixará se ser motivo de escândalo.
O 11 de Setembro de 2001 deixou a baixa de Manhattan com toneladas de escombros que demoraram meses a limpar. O mais famoso deles acabou por ser uma curiosa formação de aço que levou os mais crentes a acreditar que uma cruz se tinha erguido dos destroços da tragédia. 
A intersecção de duas vigas formou esta cruz, que se tornou num símbolo dos atentados e que foi colocada numa igreja de Manhattan. Agora, a cruz foi integrada no «National September 11 Memorial & Museum».  
Até aqui, foram muitas as polémicas que assombraram este «pedaço» do 11 de Setembro. Várias organizações de ateus reclamaram que a cruz não poderia ser um símbolo de um Estado que se pretende laico, ainda para mais quando nenhuma outra religião além da católica estaria a ser homenageada.
Notícia e imagem tiradas daqui.

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