sexta-feira, 31 de março de 2017
Deus é uma confusão de fios em que não se encontra a ponta da meada
Os sumérios tinham uma definição curiosa de Deus, curiosa e cética:
Deus é uma confusão de fios em que não se encontra a ponta da meada.
Já os católicos têm a Nossa Senhora Desatadora de Nós, tão da devoção do Papa Francisco.
quinta-feira, 30 de março de 2017
Revista do Papa
A revista do Papa está chegar. Estou convencido de que não vai durar muito. Meio ano? Desejo-lhe as maiores felicidades do mundo. Ou pelo menos a continuidade no tempo, com os necessários lucros. Eu vou comprar.
terça-feira, 28 de março de 2017
E tem muito peso na sua vida?
Lido hoje no DN. Entrevista a Patrícia Reis (a da revista "Egoísta").
Falámos só do abuso em relação à Sofia mas há outros temas
que aparecem n" A Construção do Vazio.
Há questões de identidade fortíssimas, de total desapego às
coisas, o que é uma desistência - a construção do vazio - e depois há este
cenário de pré-catástrofe. Há algumas referências religiosas de que eu não me
tinha apercebido.
Como deu agora por isso?
Um professor meu perguntou-me por que me tinha interessado
pelas religiões e eu fiquei a pensar. Percebi que todos os livros têm qualquer
coisa relacionada com a religião. Este território judaico-cristão onde nós
crescemos ainda é muito forte.
E tem muito peso na sua vida?
A religião?
Sim.
A fé em bastante peso na minha vida, não a religião
institucional, essa não tem peso nenhum. A fé tem imenso peso.
Em que sentido?
A fé que eu tenho, a fé que eu sinto. É fundamental, acho
que deve ser muito exigente viver sem fé, muito solitário, e eu optei por não
viver nessa exigência nem nessa solidão.
sábado, 25 de março de 2017
Ainda o milagre dos dois pastorinhos
“Não posso dizer mais nada. O novo regulamento da Causa de
Todos os Santos refere explicitamente que o autor da causa [bispo de
Leiria-Fátima, António Marto] e a sua postuladora não podem dar pormenores
sobre a cura. Envolve uma criança brasileira”.
Ângela Coelho, postuladora da causa
sexta-feira, 24 de março de 2017
Paradoxo do milagre
Pronto. Agora parece que os dois pastorinhos fizeram um milagre. Eu bem peço o milagre de não haver milagres (faz tanto mal à minha pouca fé a existência de milagres), mas está visto que, confirmando as minhas débeis convições, não o obtenho.
quinta-feira, 23 de março de 2017
Frederico Lourenço agora já gosta de São Paulo
Frederico Lourenço lança o segundo volume da sua tradução da Bíblia.
"Agora o texto de Paulo é aquele a que mais volto. É um texto fascinante do ponto de vista espiritual, intelectual e filosófico."
Entrevista no DN.
"Agora o texto de Paulo é aquele a que mais volto. É um texto fascinante do ponto de vista espiritual, intelectual e filosófico."
Entrevista no DN.
quarta-feira, 22 de março de 2017
Existo, logo hesito.
O meu bloque andas às cambalhotas. Ando à procura do melhor grafismo. Gostei deste em geral, não em alguns pormenores. Por agora fica.
terça-feira, 21 de março de 2017
S. José, pai exemplar
É incrível o que a Igreja consegue dizer da
"paternidade exemplar" de S. José, como se algum pai, muito ou pouco católico, se revisse ou imitasse S. José. Mas numa coisa S. José é imitável - e toda a gente sabe como isso pode ser importante para a família: estar calado. S. José, o patrono do silêncio.
Dia do Progenitor A e Progenitor B
Em Espanha uma organização LGBT pede que as escolas não celebrem dias como o Dia do Pai ou o Dia da Mãe para evitar "situações involuntárias de discriminação". E eu ainda estou a pensar no que isto significa.
segunda-feira, 20 de março de 2017
Katy Perry: Grupos de jovens católicos que eram como campos de conversão
Sou mais katyperriano do que ladygaguesco, se tiver de escolher alguma. Mas pensava que Katy Perry era de educação evangélica. Foi com essa ideia que fiquei ao ler uma entrevista dela à Rolling Stone, há seis ou sete anos. Agora leio que ela "foi criada dentro de grupos de jovens católicos que eram como campos de conversão".
Campos de conversão. Ideia gira. Ótimo para formar anticatólicos.
Agora o excerto do Observador:
Campos de conversão. Ideia gira. Ótimo para formar anticatólicos.
Agora o excerto do Observador:
A cantora falou sobre a sua música ‘I kissed a girl and I Liked it’ (‘Eu beijei uma rapariga e gostei’) e descreveu-se como sendo uma mera compositora de músicas. “Nestas pequenas canções pop eu escrevo algumas realidades, mas pinto também as minhas fantasias, como por exemplo na música ‘I kissed a girl and I liked it'”, disse a cantora. A música foi lançada em 2008 e, na época, criou alguma controvérsia. Havia quem dissesse que a música era humilhante para a comunidade gay.Mas foi também neste discurso que Katy Perry admitiu que a música foi baseada na sua própria experiência real. “Para ser honesta, eu fiz mais do que apenas isso [beijar uma mulher]. Mas como é que eu conseguiria conciliar isso com a rapariga que cantou o evangelho em coros e que foi criada dentro de grupos de jovens católicos que eram como campos de conversão? A única coisa que sabia era que estava curiosa e que a sexualidade, na época, não era tão ‘a preto e branco’ como este vestido”, contou.
Aqui tudo.
E gosto desta canção, que acho que dá autoconfiança a adolescentes inseguros. Eu ouvia "Papa don't preach".
domingo, 19 de março de 2017
Jesus Cristo fez muitas curas e até andou sobre as águas do mar, mas não deixou a receita
Bento Domingues escreve no Público de hoje um útil texto sobre a oração. E o antiexibicionismo de Jesus. E diz lá mais para o fim:
Jesus Cristo fez muitas curas e até andou sobre as águas do
mar, mas não deixou a receita. Os seus gestos dizem que o mundo não tem de ser
uma desgraça, mas somos nós os encarregados de cuidar da casa comum, habitável
e bela.
sábado, 18 de março de 2017
A importância de ler jornais
O estado de saúde de João Paulo II agravava-se e captava o interesse das pessoas e dos meios de comunicação social, muitos deles propensos a especulações, naturalmente. Cada informação era misturada com boatos, sendo difícil destrinçar a verdade da falsidade, o costume. Um dia, o próprio Papa polaco, interrogado sobre a sua saúde, afirmou:
- Não sei. Hoje ainda não tive tempo para ler os jornais.
- Não sei. Hoje ainda não tive tempo para ler os jornais.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Uma Bíblia que “não esconde as realidades inconvenientes”
É bom que a Bíblia traduzida por Frederico Lourenço dê umas
boas polémicas. Talvez leve mais gente a ler a Bíblia.
Posto isto, o título do artigo do Público de hoje despertou a minha
atenção.
Uma Bíblia que “não esconde as realidades inconvenientes”
Fui ler, claro. E ele, Lourenço, diz:
Não disfarcei as frases incómodas, não limei as arestas, não escondi realidades inconvenientes.Na minha tradução lê-se ‘escravos’ e não ‘servos’ ou ‘criados’; também não disfarcei as passagens misóginas e homofóbicas de Paulo. Mas, por outro lado, as traduções existentes são desnecessariamente androcêntricas, sobretudo em passagens em que a palavra ‘homens’ significa, na realidade, ‘pessoas’. Acho que a mais-valia da minha tradução é justamente o facto de estar fora do catolicismo, mas não contra o catolicismo”. Demos um exemplo eloquente: São Jerónimo, autor da tradução latina da Bíblia que se tornaria a Vulgata aprovada pela Igreja, traduziu com a palavra peccatum uma das palavras mais comuns e importantes da liturgia, uma palavra grega que significa “erro”. E é assim que Frederico Lourenço a traduz muitas vezes (não de maneira sistemática, por razões que ele explica na Introdução). “Erro”, em vez de “pecado”, não é certamente assimilável à liturgia da Igreja Católica.
É isto? Só isto? Ler tudo aqui.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Morreu o padre Gabriele Amorth
O P.e Gabriele Amorth morreu na sexta-feira, 16, em Roma. Paz à sua alma.
Tenho de referir aqui o facto porque ele era o exorcista mais conhecido do mundo, "exorcista do Vaticano", por ser o exorcista oficial de Roma, com mais livros publicados, com mais discípulos, incluindo portugueses.
Como as coisas do diabo andaram por aqui em debates apaixonados, no tempo em que as visitas a este blogue andavam pelos milhares por dia (agora andam, julgo, pelas duas ou três dezenas), aproveitei para ler dois ou três livros do P.e Amorth.
Ele via o diabo em tudo e acreditava, por exemplo, que pregos que apareciam por baixo de almofadas eram ação do diabo ("materializações"), que o diabo provocava cancros e outras coisas do género. De maneira que não cheguei a concluir se o trabalho do P.e Amorth foi globalmente positivo por dar tanto espaço ao diabo que levava as pessoas a não acreditar nele (o diabo), como que por paradoxo. Tipo: "Se o diabo faz e é aquilo que o P.e Gabriele diz, é óbvio que não existe, não pode ser levado a sério". Ou se foi globalmente negativo por fazer do diabo um fantasma omnipresente que pode, mesmo que não exista (como é a minha convicção), provocar efeitos nefastos sobre pessoas mais fragilizadas.
domingo, 18 de setembro de 2016
Duas de David Lodge
Um fim de semana com duas entrevistas de David Lodge para ler nunca pode ser mau. Uma é no Observador (lida ontem), outra é no público (a ler em papel lá pelo fim da tarde, que hoje é dia de trabalho).
Da do Observador retiro isto:
Era um católico praticante, como viveu tudo isso?
Fui um católico fiel por muito tempo, casei-me com uma católica. Mas éramos católicos liberais e tivemos a nossa revolução contra a Igreja Católica. Queríamos libertar o catolicismo, opúnhamo-nos à proibição – ridícula — da contracepção. Foram as nossas causas dos anos 60 e 70 e, de certa forma, foram bastante interessantes e enriquecedoras. Mas, gradualmente, perdi a fé. Continuei a ser praticante, ia à missa por motivos familiares, mas deixei de me confessar. Deixei de aceitar a doutrina. E acabei por deixar de ir à missa. Fico em casa e leio livros de filosofia, religião e história eclesiástica. Já não sou um católico praticante.
Aqui a do Público.
David Lodge neste blogue.
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
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