sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Insolências comedidas


Recebi um dom de Deus: fazer passar mensagens por meio de insolências comedidas. Para lá dessa medida, agrada-se mas nada mais avança, porque aqueles a quem nos dirigimos não estão preparados para compreender mais.

Abbé Pierre

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Uma questão de genes

Anda por aí alguma celeuma por o chefe dos lefebvriamos ter dito que os judeus são inimigos da Igreja deles - e parece que da nossa. Bernard Fellay afirmou, no dia 28 de dezembro, no Canadá: "Nós temos muitos inimigos, muitos inimigos. Mas, veja, é muito interessante. Quem, em todo este tempo, foi o mais hostil a que a Igreja reconhecesse a Fraternidade? Os inimigos da Igreja: os judeus, os maçons, os modernistas” (li aqui).

Federico Lombardi, chefe da sala de imprensa da Santa Sé, já veio dizer que o Vaticano rejeita formalmente a descrição dos judeus como sendo “inimigos da Igreja”.

Admiro-me com a repercussão das afirmações do lefebvriano, pois o carácter antissemita dos tradicionalistas, a começar pelo antissemitismo teológico, é evidente. É genético. Este assunto já por cá andou. Mas interrogo-me também sobre a pertinência do esclarecimento do porta-voz da Santa Sé. Até parece que havia dúvidas a esclarecer.

Mais uma de João XXIII


José Roncalli

Num dia de S. José, quando já era Papa, João XXIII falou aos cardeais sobre a convocação do concílio. No fim, quando já dispunha de pouco tempo, lembrou-se de S. José e disse: “Hoje é dia de S. José. Que vos hei de dizer de S. José? Olhai: era tão humilde que nem seque monsenhor o fizeram”.

De humano a humano

A ajuda humanitária é agir e testemunhar. É, em primeiro lugar, uma questão de homem a homem, de mulher a criança perdida, de jovem a velho isolado, de reformado a desempregado desesperado. De humano a humano...

Abbé Pierre, 1993
(faz lembrar Wisława Szymborska)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

9 de janeiro de 1902. Nasce o fundador do Opus Dei


Paulo VI e Josemaría Escrivá

O fundador do Opus Deus, Josemaría Escrivá de Balaguer, nasceu no dia 9 de janeiro de 1902, em Aragão. Morreu no dia 26 de junho de 1975, em Roma, e foi canonizado por João Paulo II no dia 6 de outubro de 2002.

A Wikipédia cita deste santo uma frase que eu por vezes gostaria de levar mais a peito contra a minha tendência para o diletantismo e a procrastinação:

"O trabalho não é apenas um dos mais altos valores humanos e um meio pelo qual os homens hão de contribuir para o progresso da sociedade; é também um caminho de santificação".

Missa ateia em Londres

Cerca de 200 “fiéis” participaram na primeira missa ateia, celebrada numa igreja dessacralizada do norte de Londres. A ideia séria partiu dos cómicos Sanderson Jones e Pippa Evans. Li aqui.

Como não conheço estes humoristas, vou ver quem são. São estes. O Jonas tem umas barbas patriarcais. A Eva é a da direita. É preciso dizer isto nestes tempos em que todos podem ser tudo. Jonas é nome bíblico. “Evans” vem de quê? Não deve ser de Eva. De “Evangelist”?


Antes da celebração, Jones disse: “Pensamos que seria uma pena não desfrutar das coisas boas da religião, unicamente por uma discordância teológica”. Ficamos assim a saber que ele deve andar a ler Alain de Botton. E que acha que há somente um “desacuerdo teológico” entre quem diz que Deus existe e que Jesus Cristo é Deus e os que dizem que não só Deus não existe como Jesus não pode ser Filho de Deus.

Penso que a celebração começou com uma dissonância identitária, como muitos casamentos católicos e funerais, em que os ateus lá acabam por entrar na igreja: participaram pela menos uma católica e um judeu.

Os ministros, suponho que os cómicos, mandaram umas piadas e convidaram os “fiéis” (outra vez; fiéis a quê?) a fechar os olhos e “pensar”. Quase lhes descaíam as palavras para “rezar”.

O salmo principal da celebração teve como refrão: “Life is good, life is great" (“a vida é boa, a vida é maravilhosa”), que pode muito bem ter-se inspirado num salmo qualquer cristão, o 8, por exemplo, ou numa marca de eletrodomésticos. Mas compreende-se que se acentuem apenas as coisas boas. Não podiam falar do mal. Os cristãos sabem que o mal é uma constante na história da comunidade e na vida pessoal. Afinal, quando um ateu se arrepende, a quem pede perdão? A quem poderiam as 200 pessoas pedir que lhes perdoassem os pecados? Aos genes? À sociedade? Ao id? Só podem ficar pela maravilha da vida, mesmo sabendo que ela não é só maravilhas.

Imagino que os “fiéis” desta igreja ateia aumentem em número. Eu próprio gostava mais de ir a uma celebração destas do que a algumas que conheço. Refiro-me a seitas.

Assaltam-me, no entanto, algumas questões. Em todas as igrejas há abandonos e deserções. O que acontece quando um ateu abandona a sua igreja? Converte-se? Torna-se um verdadeiro ateu, um neo-ateu, ou entra numa religião mais tradicional?

E quando a deserção for coletiva? Forma-se uma seita ateia? Um Igreja dos ateus dos últimos dias? Igreja universal dos verdadeiros ateus? E, com o tempo, vai surgir um movimento ecuménico ateu para promover a unidade dos ateus?

Efeitos e causas

Trata-se de lutar em simultâneo para remediar as causas e prestar ajuda imediata. É preciso sempre levar a cabo ao mesmo tempo estes dois atos.

Abbé Pierre, 1955

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

8 de janeiro. Eleição de Inocêncio III em 1198 e morte de Giotto em 1337


O Papa que aprovou os franciscanos, Inocêncio III, foi eleito no dia 8 de janeiro de 1198, mesmo dia em que morreu o antecessor, Celestino III, pelo menos é o que dizem as fontes mais imediatas on-line. Neste mesmo 8 de janeiro, mas de 1337, morreu Giotto.


Francisco de Assis e Inocêncio III pintados por Giotto

O Papa anda muito citado na imprensa de hoje



Dois artigos da imprensa escrita de hoje. O de Mário Soares saiu no DN. É só um excerto. Precisamente a parte em que um papa cita o outro (no DN online leia-se o resto da opinião). O de Cluny, que toda a gente sabe ser do PCP, sai no "i". Temos, portanto, um socialista e um comunista a citar o Papa Bento XVI. Convertidos? Reconhecem no Papa uma autoridade moral? Dá jeito para a jogada política?

Não basta sair da inércia

Não basta sair da inércia. Não basta agir. É preciso vencer, a saber, é preciso agir mais do que agem as forças de recuo, ou então - e os elogios não servem para nada - sucumbimos.

Abbé Pierre, 1959

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ano da Fé. Ter fé na fé

3.
Há um submundo de pessoas que têm fé na fé sem terem fé. Escrevem nos jornais sobre Bento XVI sem serem católicos, defendem o Papa, realçam a importância social do cristianismo, participam em debates e diálogos com crentes, não para esgrimir argumentos sobre o crer mas para encontrar pontes de diálogo. São pela presença da religião no espaço público. São capazes de defender a Igreja católica, nos meios laicos a que têm acesso, com base na “missão histórica e social” da Igreja. E porque feito pela Igreja fica mais barato. Têm fé na fé.

Geralmente os ministros da Igreja Católica gostam de ouvir estes que não sendo propriamente católicos, têm fé na fé. Fazem o jogo do lado de cá. Não são os ateus ou agnósticos puros. Nem ateus inveterados, nem agnósticos retintos. São antes uma espécie de, como alguém lhes chamou, “patos mancos”. Sou simpático para eles. Conheço dois ou três. Mas não gosto de ter fé na fé sem ter fé.

Via sacra de Botero em Lisboa

Exposição. Via sacra pintada pelo colombiano Botero. Sugestão para quem estiver perto do Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa. Gostava de a ver, apesar da má crítica que teve no "Público" há semanas.

Marinheiro, missionário e salteador

Quando, na minha infância, me perguntavam o que eu queria ser, teria respondido: marinheiro, missionário ou salteador. Fui um pouco os três ao mesmo tempo. Missionário através do mundo, marinheiro durante seis meses como capelão do "Jean-Bart", na Escola Naval, salteador na Resistência onde, se me tivessem aprisionado, me teriam tratado como tal.

Abbé Pierre, 1992

domingo, 6 de janeiro de 2013

No Sporting perderam-se até as mais simples noções do calendário litúrgico


Só hoje tive conhecimento desta capa do jornal do Sporting, que saiu no Natal passado (julgo não ser o único a ter a sensação de que o Natal já foi há umas boas semanas). Anda muita confusão lá para aqueles lados, como se sabe. Tudo levava a crer que o episódio escolhido seria o Presépio. Teria tudo a ver com a quadra. Mas é capaz de ter havido demasiados candidatos ao lugar de burro - sem ofensa para este animal simpático e de conotações reais na tradição bíblica, como o leão, com a vantagem de ser pacífico.

Acontece que escolheram a Ceia. Talvez na Páscoa se decidam finalmente pelo Presépio, ou pelo Pentecostes, se já tudo tiver ardido, como é de esperar.

A Ceia está bem escolhida porque a seguir vem o Calvário. E nessas lides, mas sem nenhum cireneu de jeito, anda já o Sporting já há muitas jornadas. E como só falta um ponto para descer de divisão, este episódio permitirá aludir à descida aos infernos. Quanto ao Judas, embora eu tenha umas simpatias por este clube, não faço a mínima ideia sobre quem será. Não sei se há muitos, se há poucos. Vejo é que não há crentes suficientes para fazer uma equipa de 11.




Bento Domingues: "Presépio aberto"



Grande texto de Bento Domingues no “Publico” de hoje. Vale mais que muitos livros sobre o Natal e o presépio.

A banalização ou a ocultação dos presépios escondem as teologias das construções literárias do presépio dos evangelhos de S. Mateus e de S. Lucas. Reflectem, ambos, um debate interno ao próprio judaísmo. As primeiras gerações dos discípulos de Jesus eram formadas por mulheres e homens judeus que desejavam abrir por dentro o próprio judaísmo. O presépio reflecte o que se passou na vida adulta de Jesus e na construção das comunidades com a presença do mundo pagão. 
Jesus não nasce na cidade de Jerusalém, centro do poder político e religioso. Os pastores representam, precisamente, os que não frequentavam o culto oficial e são os primeiros a chegar ao presépio. Os Magos passam por Jerusalém, mas não ficam lá. A estrela desloca-os para a periferia, significando que se trata não de um fenómeno astronómico, mas teológico. Se os judeus da religião ortodoxa não reconhecem Jesus, os Magos, pagãos, procuram-no. Jesus, com Maria e José, depois da viagem pelo Egipto, não vão morar no templo. Vão trabalhar para Nazaré, no meio de toda a gente. O presépio realiza, em miniatura, o que foi a revelação de Jesus na sua vida adulta: Deus anda à solta e faz a sua morada, o seu templo, onde menos se espera e faz família com quem não é da família.

E mais este bónus, a pequena história que revela muito:
Não se esqueça que L'Osservatore Romano, no dia seguinte ao anúncio do Concílio, feito por João XXIII, ocultou essa notícia, a mais importante no campo religioso do século XX e quando já ocupava a primeira página da imprensa mundial. Foi um boicote falhado, mas indicava que o presépio do mundo em mudança, com as suas alegrias e tristezas, não fazia parte da Cúria Vaticana.

Esclarecimento às 11:52. Um leitor informa que a quando do anúncio do Concílio, que foi 25 de janeiro de 1959, o jornal da Santa Sé não era diário. Tinha saído no próprio dia (acrescento que não fazia sentido antecipar na imprensa o anúncio papal) e deu destaque no número seguinte. Ver comentários.

Sozinho não consigo

Ó Deus, invoco-te na aurora!
Ajuda-me a orar e a reunir os meus pensamentos;
Sozinho não consigo.

Dietrich Bonhoeffer (1906-1945)

sábado, 5 de janeiro de 2013

Anselmo Borges: "Cronista do Reino de Deus a caminho"

Texto de Anselmo Borges no DN de hoje (aqui):


No passado dia 10 de Dezembro, realizou-se em Lisboa uma merecida homenagem a Frei Bento Domingues, com a apresentação do livro Frei Bento Domingues e o Incómodo da Coerência, onde escrevem personalidades destacadas de diferentes quadrantes da cultura, da política, da religião.

Os intervenientes na sessão salientaram os valores por que Frei Bento se rege: a coerência, o diálogo, o humanismo universalista (Guilherme d'Oliveira Martins), a sabedoria, a dignidade humana, a ética (Maria José Morgado), o amor, a tolerância (Luís Osório, que concluiu: "Sempre que vejo um homem e penso em Jesus, penso em Frei Bento").

Ao longo da sua vida, foi deixando lições fundamentais: a paixão por Jesus Cristo, a liberdade cristã - "foi para a liberdade que Cristo nos libertou", escreveu São Paulo -, uma teologia que tem de ser encarnada, o combate pelos direitos humanos, a magnanimidade com os perseguidores, o despojamento em relação ao Poder, que conhece mas ao qual nunca se colou, a alegria, aliada a uma ironia fina, uma generosidade sem limites. É enorme a dívida da Igreja e dos portugueses para com Frei Bento Domingues.

O que aí fica é uma brevíssima tentativa de leitura da sua teologia, expressa cada domingo nas suas crónicas. Ele também lê o Evangelho, e lá está, no Prólogo do Evangelho segundo São João: o Logos, a Palavra, fez-se carne, ser humano frágil, fez-se tempo (Chronos), assumindo-o na sua fragilidade e dando-lhe sentido. Aí está a crónica no sentido teológico: a Palavra no tempo - a Palavra habita o tempo, e então o ser humano transcende o tempo na sua voragem, há um Sentido de todos os sentidos - quantas vezes, nos seus textos, Frei Bento refere esta ideia: a articulação do Sentido de todos os sentidos.

O que são os Evangelhos senão narrativas - histórias do e no tempo, iluminadas pela Palavra? O que são os evangelistas senão cronistas do Reino de Deus a acontecer em histórias paradigmáticas? Será possível uma teologia viva que não seja teologia narrativa? Concretamente a teologia cristã o que é senão reflexão explicitada sobre a praxis do Reino de Deus? É assim que Frei Bento é o teólogo-hermeneuta, se se quiser, cronista do Reino de Deus, que é o reino do homem bom, justo, livre, fraterno e feliz.

E aí estão os seus grandes princípios arquitectónicos: teologia do Reino de Deus; contra a gnose, porque "não há salvação fora do mundo"; teologia que não abandona a razão crítica, também em relação à Igreja, frequentemente "pasmada e sentada", no dizer de Fernando Alves, até porque sabe que a razão autónoma, feito o seu percurso todo, descobre que ela própria se acende na noite do Mistério e que só um homem livre pode dizer sim a Deus; teologia que vincula ética e estética; teologia ecuménica: todos estão incluídos, sem anular, pelo contrário, implicando, as diferenças; teologia para a paz e articulando-se à volta da ética e da mística, num vínculo indissolúvel, pois a nova catolicidade passa por essa outra nova globalização desde baixo, desde os débeis, pobres e marginalizados, à escala mundial.

O tempo, na sua fragilidade e carácter efémero, é habitado: o Verbo fez-se carne no tempo. Frei Bento Domingues continuará a alumiar-nos como cronista do Reino de Deus a caminho, Reino de uma humanidade boa, livre, justa e feliz. Precisamente a concretização desta bondade, liberdade, justiça, fraternidade, diálogo, felicidade, no horizonte sempre mais aberto de esperança no Sentido de todos os sentidos, irá sendo o critério de verificação da verdade da fé e da teologia, uma verificação sempre frágil, porque, num mundo que é processo, a verificação última é para todos escatológica: só no fim se saberá.

De todos os modos, como ele escreveu, "A religião verdadeira é a respiração da alegria da terra ou o projecto contra o sofrimento do mundo. Quando uma religião, uma igreja ou uma seita se cala perante a humilhação da condição humana, é porque se esqueceu da pergunta de Deus que percorre a história da desumanidade: 'que fizeste do teu irmão?' A arte de viver de Jesus de Nazaré foi esta pergunta feita carne, humanidade de Deus".

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

4 de janeiro de 1309. Morre a mística Ângela de Foligno


Ângela de Foligno, franciscana terceira, morreu no dia 4 de janeiro de 1309, aos 68 anos. Converteu-se em 1285, depois de uma visão de São Francisco de Assis, e é reconhecida como uma grande mística medieval , tendo fundado uma comunidade religiosa. Inocêncio XII beatificou-a no final do séc. XVII.

Bento XVI dedicou-lhe uma catequese no dia 13 de outubro de 2010 e afirmou:
No itinerário espiritual de Ângela, a passagem da conversão para a experiência mística, daquilo que se pode expressar para o que é inefável, tem lugar através do Crucificado. É o «Deus-homem apaixonado» que se torna o seu «mestre de perfeição». Toda a sua experiência mística consiste, portanto, em tender para uma «semelhança» perfeita com Ele, mediante purificações e transformações cada vez mais profundas e radicais. A este maravilhoso empreendimento, Ângela dedica-se inteiramente, de alma e corpo, sem se poupar a penitências e tribulações, desde o início até ao fim, desejando morrer com todos os sofrimentos padecidos pelo Deus-homem crucificado, para ser transformada totalmente nele: «Ó filhos de Deus — ela recomendava — transformai-vos totalmente no Deus-homem apaixonado, que vos amou a ponto de se dignar morrer por vós com uma morte extremamente ignominiosa, total e inefavelmente dolorosa, de modo penosíssimo e amarguíssimo. E isto somente por amor a ti, ó homem!». Esta identificação significa também viver aquilo que Jesus viveu: pobreza, desprezo e dor, porque — como ela afirma — «através da pobreza temporal, a alma encontrará riquezas eternas; mediante o desprezo e a vergonha, ela alcançará a suma honra e uma glória excelsa; através de um pouco de penitência, feita com esforço e dor, possuirá com infinita docilidade e consolação o sumo Bem, Deus eterno» (ler aqui).

Ano da fé. Confiança e fé pública

2.
Se substituirmos nas frases anteriores a palavra confiança pela palavra fé, o texto continuaria a ter o sensivelmente o mesmo sentido.

A confiança é irmã gémea da fé. Podem não ser gémeas verdadeiras, mas vêm do mesmo útero. Já com os antigos gregos e romanos assim era. Em Roma, falava-se na “fides populi romani” (“fé do povo romano”), que era o fundamento das relações económicas, sociais e políticas. Tratava-se de uma fé pública nas pessoas e instituições. Por isso, Xenofonte dizia que o homem que não goza de fé é um “pobre no mais valioso dos bens” e perguntava se alguma relação agradável poderia existir sem a confiança mútua.

Não é demais presumir que a crise financeira que atravessamos ou que nos atravessa é uma crise de fé a diversos títulos. Mas não é da fé social que quero falar.

Natal em BD com ligação à rede

Os jornais “Correio Braziliense” e “Diário de Pernambuco” recontam a história do Natal em quadradinhos e com novas tecnologias. Faz lembrar o vídeo de uma empresa portuguesa, no ano passado, mas continua a ter graça.


Bento XVI e os abusos sexuais

Programa para a breve folga da Páscoa, um destes dias: ler o que escreveu o bispo emérito de Roma, Bento XVI, sobre os abusos sexuais. As ...