Crónica da revista "Máxima" retirada daqui. "O Natal está cheio de folclore e nem sempre temo noção do seu significado profundo".
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
"A Aposta do Natal", um texto de António Alçada Baptista
Crónica da revista "Máxima" retirada daqui. "O Natal está cheio de folclore e nem sempre temo noção do seu significado profundo".
21 de Dezembro de 1401. Nasce o pintor Masaccio

Masaccio, o primeiro pintor a usar com mestria a perspectiva, nasceu no dia 21 de Dezembro de 1401 e morreu em 1428. O nome Masaccio é um aumentativo de Tommaso (Tomás), para distinguir de Masolino (diminutivo de Maso), o seu principal colaborador.
Masaccio viveu em Florença, tendo deixado a sua obra-prima, o fresco “Trindade” (ou "Santíssima Trindade com a Virgem, São João Baptista e os doadores"), pintada nas paredes da Igreja de Santa Maria Novella.
Jon Sobrino: "Na Igreja, temos uma tendência para nos distanciarmos de Jesus de Nazaré"

De passagem por Bilbao, o teólogo e padre jesuíta Jon Sobrino (nascido em Barcelona, em 1938, de uma família basca) deu uma entrevista denunciando o tipo de sociedade em que vivemos e boa para compreender o que foi a teologia da libertação, paga com a vida de quatro bispos, dezenas de padres e milhares de leigos.
Considero o capitalismo com ética (ou seja, a livre iniciativa em mercados livres, protagonizada por pessoas de ética humanista, num regime democrático) o menos mau sistema para se viver, mas não deixo de sentir vergonha, como Jon Sobrino, perante os factos.
Às vezes, eu sinto vergonha. Por exemplo, interessamo-nos de verdade pelo Haiti? Obviamente, ele levantou interesse no começo e teve algumas respostas sérias. Mas passa um tempo e já não importa... Outro exemplo que contei outras vezes: em um jogo de futebol de equipes de elite jogando a Champions [League], calculei que, no campo, entre 22 jogadores, havia duas vezes o orçamento do Chade... Isso me enoja e me envergonha. Algo muito profundo tem que mudar neste mundo...
O jesuíta fala da “Notificatio” de 2006 (assinada pelo lusodescendente cardeal William Levada, mas com dedo ratzingeriano, ler aqui) e diz o que, na verdade, constitui um bom filtro para ler os pronunciamentos das autoridades eclesiásticas ao mesmo tempo que é uma crítica contundente à hierarquia católica:
Na "Notificatio", disseram que dois livros meus continham afirmações errôneas e perigosas. Antes, eu os havia dado para que sete teólogos sérios os lessem, e nenhum me disse que havia algum problema de possibilidade de heresia... Penso que Jesus de Nazaré sempre incomoda. Deus incomoda menos, porque é tão intocável, tão impalpável... Penso que, na Igreja, temos uma tendência a nos distanciarmos de Jesus de Nazaré. Não quer dizer que não falemos de Cristo, mas Cristo é "o ungido", um adjetivo.
Creio que o mais perigoso é ignorar que Jesus não simplesmente morreu, mas que o executaram. E o mataram porque enfrentou o poder dos sumos sacerdotes e, indiretamente, o poder romano. Evidentemente, Jesus não fez só isso. Pregou coisas belíssimas e dificilíssimas: as bem-aventuranças, a misericórdia com as pessoas, a oração ao Pai. Dá gosto de ver Jesus, mas também é coisa séria, e, se alguém quer seguir o caminho de Jesus, vai lhe custar. Por isso, penso que, em conjunto, a Igreja também costuma se distanciar dele para que não incomode. Mas, graças a Deus, há pessoas e grupos aos quais Jesus lhes atrai.
E mais uma observação crítica sobre o processo do bispo assassinado em 24 de Março de 1980, em San Salvador:
Ninguém foi ainda julgado pelo assassinato de Dom Romero – e o Vaticano também não o canonizou...Ler a entrevista toda aqui.
Gianni Vattimo e o relativismo que é preciso

Gianni Vattimo, que foi ou é (é difícil saber o que se é nestes tempos voláteis) comunista, homossexual, católico, valdense, deputado no parlamento italiano e eurodeputado, filósofo do "pensamento débil", profere uma série de afirmações sobre o relativismo que fazem pensar.
É bem sabido que o relativismo é um dos alvos de Bento XVI. Talvez por isso, já não se fala como se falava nos anos 80 e 90 de pluralismo teológico, por exemplo. O que é de lamentar.
Mesmo que pensemos que nem tudo vale, como Bento XVI, temos de ter prudência, como Vattimo, na altura de afirmar o que vale. É que, de facto, é com base na afirmação de um absoluto (vá lá a gente dizer a quem o afirma que não é absoluto…) que a violência impera.
Diz Vattimo:
O relativismo é somente uma outra face do fim da metafísica. Não existe mais um valor supremo em relação ao qual mensurar todos os outros valores. Nietzsche escreve que agora que Deus é morto e queremos que vivam muitos dos relativismos não significa ausência de valores, mas fim da pretensão do valor absoluto. O fim da metafísica é paralelo, ou idêntico, com o fim do imperialismo. Há quem pretenda uma autoridade absoluta que reivindica possuir o valor supremo: os nazistas diziam que “Deus é conosco”. E hoje uma superpotência, os Estados Unidos da América, crê representar os verdadeiros valores da humanidade, o império do bem contra o “mal”... Em si, o pluralismo dos valores, o relativismo, não é um mal. A violência só se desencadeia quando um dos tantos valores pretende ser o único e valer para todos. O cristianismo coloca primeiro a caridade, até mesmo antes da verdade. Ou melhor, há verdade vivida somente lá onde há caridade, aceitação do outro e, portanto, também relativismo.
E mais:
As implicações positivas deste niilismo resultam já das respostas dadas até agora: pode-se resumir tudo dizendo que se Deus está morto, se não se pode crer no absoluto da metafísica, estamos finalmente livres de praticar a caridade. A violência na história nasce sempre de uma absolutização: de si mesmo no caso mais elementar, mas também da própria “verdade” nos casos mais complexos: faço violência porque considero ter para tal o “direito”, porque tenho “razão”, porque, em tantos casos, quero impedir o outro de difundir o erro, a sua verdade... Ou até mesmo porque quero salvá-lo: o mote compelle intrare [obriga-o a entrar] (subentende-se “na Igreja”) é de Santo Agostinho (3) : por exemplo, deves obrigar os “selvagens” da floresta amazônica a tornarem-se cristãos, “para seu bem”. Em suma, o verdadeiro pecado original do qual ainda somos vítimas é a pretensão metafísica de ter razão.
E ainda:
A luta contra os absolutos pode ser a base sobre a qual nos entendemos com os outros. Isso significa que o que devemos ter em comum é o exercício da caridade.
A entrevista toda está aqui.
Lubac versus Bernanos
O encontro furtivo de um santo chega para atestar Deus.
Henri de Lubac (1896-1991)
Deus nos preserve dos santos!
George Bernanos (1888-1948)
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
20 de Dezembro de 217. Morre o Papa Zeferino

O Papa Zeferino, décimo quinto da lista, foi eleito em 199 e martirizado no dia 20 de Dezembro de 217. Durante o seu pontificado foi excomungado Tertuliano, que continua a seu um dos grandes teólogos dos primeiros tempos (o primeiro a usar em contexto teológico o termo trinitas, trindade, por exemplo).
Poupar as responsabilidades a Deus
Entrevistador do Papa entrevistado pelo DN
Alguém sabe o que é a nova evangelização?

John L. Allen Jr., correspondente do semanário norte-americano “National Catholic Reporter”, é um dos jornalistas mais informados sobre coisas do Vaticano. O mesmo é dizer que é um dos mais bem relacionados com bispos, cardeais e afins. Rara é a semana em que não nos oferece uma entrevista interessante. Na semana passada, duas:
- com Giovanni Maria Vian, chefe de redacção do “L'Osservatore Romano”, publicação que em 2011 completa 150 anos. Aqui.
- e com o arcebispo Salvatore Rino Fisichella, que foi reitor da Universidade Lateranense e presidente da Academia Pontifícia para a Vida e agora está a montar o novo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização. Aqui.
Realço especialmente esta última. D. Fisichella fala da dificuldade em arranjar um padre norte-americano (os bispos dos EUA bateram-lhe o pé) e confessa, indirectamente, que ninguém sabe bem o que é a nova evangelização.
Um primeiro passo é que, depois do Natal, vamos ter uma conferência com vários especialistas para esclarecer o conceito da "nova evangelização". O que eu quero enfatizar é que se remova a ambiguidade, o risco de tratar a ideia da "nova evangelização" como uma fórmula abstrata. Temos que ser capazes de encher a expressão "nova evangelização" com conteúdo. Teremos dois dias de estudo dedicados ao tema da "nova evangelização", em algum momento de março. Ainda estamos considerando as datas exatas. Ainda estamos montando o programa, mas serão apenas especialistas, a fim de torná-lo um pouco como um seminário acadêmico. Vamos ter alguns bispos, alguns leigos especialistas, para que possamos avaliar os horizontes históricos, teológicos e pastorais do que está por trás da expressão "nova evangelização".
No entanto, considera que o recente livro do Papa é um instrumento para a nova evangelização – do que eu duvido, pois não há evangelização sem entusiasmo, coisa que se existe em “Luz do Mundo”, está muito ensombrada pelo temor e desejo de segurança, pelas justificações.
Quando terminamos a coletiva de imprensa, fomos ver o Papa para apresentar os volumes. Como eu era o único bispo lá, fui a primeira pessoa a saudar o Papa, e eu disse: "Santo Padre, obrigado, porque este é verdadeiramente um instrumento para a nova evangelização". Eu estou convencido disso. Há uma tal riqueza de espiritualidade nele... Ele fala sobre o valor da sexualidade, do amor, da alegria, da esperança. Há tantos elementos que refletem os desejos das pessoas hoje, e ele fala sobre eles de uma forma simples. Ele não é apenas facilmente compreensível, mas também é cheio de consolação e também é talvez um estímulo para nos tornarmos interessados pelo cristianismo, para além dos escândalos e das manchas que às vezes o marcam.
Pelo meio, ou melhor, no início, John L. Allen Jr. dá-nos dois ou três apontamentos, sempre curiosos, sobre a vida no Vaticano. Diz, por exemplo, que a encíclica "Fides et Ratio, de João Paulo II, de 1998, era também conhecida por "Fisichella et Ratzinger", por terem sido estes os dois teólogos a dar-lhe forma. Diz ainda que, em Roma, quando se quer remover alguém [de um lugar importante], promove-se [para um título grande mas vazio]. "Promuovere per rimuovere". "Promover para remover". Não é só em Roma que isso acontece.
domingo, 19 de dezembro de 2010
19 Dezembro de 1843. Charles Dickens publica "Cântico de Natal"

No dia 19 de Dezembro de 1843, Charles Dickens publica o conto que viria a tornar-se um clássico sempre relido e recontado nesta época: "A Christmas Carol " / "O Cântico de Natal".
sábado, 18 de dezembro de 2010
18 de Dezembro de 1999. Morre o realizador Robert Bresson

Quatro virtudes teologais: Fé, esperança, caridade e amor
Timothy Radcliffe ilustra cada pensamento do seu “Ir à Igreja porquê? O drama da Eucaristia” com referências à literatura e ao cinema e com pequenos casos e histórias. Falando das virtudes teologais, as virtudes que “nos tocam com a «virtus» de Deus, a graça dinâmica de Deus, tornando-nos fortes para a nossa caminhada rumo à felicidade em Deus”, conta o seguinte:
“Quando Jane Elisabeth Stanford vistou a capela da universidade que ela e o seu marido fundaram na Califórnia, mostraram-lhe as estátuas que representavam estas três virtudes: fé esperança e caridade. E ela perguntou: “E a do amor?” Ninguém se atreveu a indicar que caridade, neste contexto, significa «amor». Nunca discordem de um benfeitor! E assim, a Universidade de Stanford é, tanto quando sei, o único lugar no nundo que tem a figuração de quatro virtudes teologais” (pág. 21).
Uma das grandes vantagens de Internet é que podemos na hora confirmar o que estamos a ler.
A imagem da capela de Stanford e as virtudes (não estátuas, mas imagens, mosaicos) em pormenor, numa montagem:
Anselmo Borges: Religião, felicidade e infelicidade
Realizou-se nos dias 9 e 10 de Outubro passado, no Seminário da Boa Nova, Valadares, um Colóquio internacional, subordinado ao tema "Religião e (In)felicidade", com 220 participantes, e conferencistas vindos das Neurociências, da Sociologia, da Filosofia, da Teologia.
Aquele "in" de (In)felicidade indicava, à partida, o reconhecimento de que as religiões foram e são simultaneamente causa de felicidade e infelicidade.
Pela sua própria definição, a religião está referida à salvação: felicidade, sentido último, o sentido de todos os sentidos...
Grandes filósofos, como Kant, Hegel, Bloch, Habermas, reconheceram que foi pelo cristianismo que soubemos da dignidade da pessoa humana. Em tempos terríveis de miséria material e humana, foi a religião que ajudou homens e mulheres a erguerem-se um pouco acima da animalidade e do quotidiano embrutecedor.
Quando não havia médicos nem analgésicos, foi a oração e a cruz de Cristo que deram sentido e algum alívio a todo aquele mundo de horror. E as pessoas sabiam que tinham uma missão na vida, e Deus acolhia-as na morte. Não é calculável o que as religiões fizeram e fazem pela cultura, pelo combate pela justiça e dignidade, no exercício da compaixão e do amor. Quem não reconhece o que a Igreja faz na presente crise pelos mais pobres?
Mas a corrupção do óptimo é péssima, e lá está a perversão da religião/religiões e as suas patologias. Como não pensar no terrorismo, na guerra e na tentativa de legitimar a violência com a religião?
Há três impulsos com que o Homem tem de aprender a viver: o ter, prazer, o poder. Saber viver com eles - nisso consiste a arte de viver.
O mais difícil é o poder, porque ele é o maior afrodisíaco. Por isso, de modo geral, Deus é pensado como omnipotência. Significativamente, na revelação cristã, Deus não se apresenta imediatamente como omnipotente, mas como Força infinita de criação e de amor. O Evangelho diz: "Sabeis que, nas nações, os poderosos mandam e dominam; entre vós, não será assim: quem quiser ser o primeiro deve ser o último." "Eu não vim para ser servido, mas para servir", disse Jesus.
Assim, quando a Igreja se identificou como instituição de poder, começou o afastamento do Evangelho. Até Constantino e Teodósio, os pagãos diziam, referindo-se aos cristãos: "Vede como eles se amam." Depois, surgiu o poder sacro, à maneira do poder imperial, e tudo se modificou. Não é possível a uma pessoa que conheça minimamente o Evangelho e a História deixar de fazer perguntas como esta: como é que o Evangelho de- sembocou num Papa chefe de Estado, com uma Cúria imperial, e bispos a viver em palácios?
Quando se toma o poder sacro em nome de Deus, os perigos são imensos e terríveis. Até surge a tentação de "administrar" Deus. Então, quem não está com os "administradores" de Deus é herético e condenado. Lá está o perigo do fanatismo: somos a única religião verdadeira e todas as outras devem ser combatidas. Lá está o impedimento da liberdade de pensar e a censura. O pior é a imagem de um deus mesquinho, cruel, violento, causa de ateísmo e de infelicidade.
Esses "administradores" da religião e do próprio Deus arrogam-se também o direito de administrar a moral e são eles então quem determina o que é bem e mal, o que se deve fazer e não fazer. E lá está o controlo do prazer pelo poder, porque o prazer subverte o poder. Lá está então uma sexualidade envenenada, a proibição dos contraceptivos, o celibato eclesiástico obrigatório e a sua grandeza e miséria. Lá está a pedofilia dos clérigos, ocultada para tentar preservar a instituição-poder.
E ainda: quem detém o poder deverá, no quadro desta lógica, ter também mais teres e privilégios.
A questão da religião é mesmo a religião (o conjunto de atitudes e organizações na relação com Deus): o que a religião fez e faz de Deus e como usou e usa o seu nome na sua relação com os humanos e destes com Deus. Para a felicidade, é preciso voltar ao Evangelho.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
17 de Dezembro de 1989. Estreia nos EUA a série “The Simpsons”

Apesar de a lista de pecados da família mais famosa da América parecer interminável, o Vaticano decidiu perdoar os pecados dos Simpsons e, num artigo publicado na última edição do "L''Osservatore Romano", a Santa Sé considera que a série de Matt Groening é das poucas para crianças "em que a fé cristã, a religião e as questões sobre Deus são recorrentes". O jornal oficial do Vaticano vai mais longe e revela um facto surpreendente: "Poucas pessoas sabem disto e ele faz de tudo para esconder, mas é verdade: Homer J. Simpson é católico", explica o artigo intitulado "Homer e Bart são católicos". Prova disso, fundamenta o texto, é que a família amarela "faz orações quando está à mesa e, à sua maneira peculiar, acredita na vida depois da morte". Até a ironia da série está perdoada aos olhos de Deus: "Os Simpsons não atacam a religião, estão muito atentos aos testemunhos da Igreja e respeitam o núcleo do evangelho", refere o jornal.
Campanha de marketing dos capuchinhos suíços resultou em 20 candidatos

No início de Novembro passado, os frades capuchinhos suíços puseram na imprensa anúncios de oferta de emprego. Na altura, dei conta disso aqui.
“The ideal candidates are unmarried Roman Catholic males between 22 and 35, with a university degree or similar training. They should be curious initiative-takers who are able to cope with life and live in a community, plus have social skills and a sensitivity for religion” (ver aqui).
Desde então, o Ir. Willi Anderau, superior dos dos capuchinhos de língua alemã (a notícia diz que é porta-voz), não teve mãos a medir com tantas chamadas telefónicas.
Agora este ramo dos franciscanos anuncia que responderam ao pedido cerca de 20 candidatos. A campanha de marketing foi um sucesso. Li aqui (agradeço a Fernando Correia de Oliveira, que, sempre atento ao que se passa na pátria dos relógios, me enviou a notícia).
Prudência beneditina versus entusiasmo dominicano
O homem sábio disseÀ amendoeira:
Fala-me de Deus.
E a amendoeira floriu*.
Acabei de ler há dias o livro de Bento XVI e tenho hesitado em contar neste blogue o que penso do livro. Hesito, logo existo, parafraseando o renascido.
Acontece é que estou entusiasmado e absorve-me a leitura de um outro: “Ir à Igreja. Porquê? O drama da Eucaristia”, de Timothy Radcliffe. No livro de Bento XVI há muita prudência (a palavra que mais se ouve nos corredores eclesiais, como dizia um teólogo espanhol), e pouco entusiasmo, esperança, humor. Ingredientes que não faltam na obra do ex-mestre geral dos dominicanos.
* Poema anónimo num castaz da Abadia de Sylvanès, citado na página 74 do livro de Timothy Radcliffe, o.p.
Bento XVI e os abusos sexuais
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