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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Livro: "O Meu Primeiro Jesus"

Ilustração de José Miguel Ribeiro em "O Meu Primeiro Jesus"

O padre Peter Stilwell, director da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, invoca personagens misteriosas ou não identificadas dos evangelhos para contar a história de Jesus. O livro chama-se “O Meu Primeiro Jesus” (ed. Dom Quixote). Um livro que é muito mais que uma obra para crianças e adolescentes”, escreve-se no blogue Religionline.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A verdadeira origem das vuvuzelas

O De Rerum Natura diz (aqui) que a origem das vuvuzelas está no capítulo 8 do Apocalipse, que reza assim no versículo 6: “E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las”.

Mas está enganado. O Livro de Josué, escrito cerca de oitocentos anos antes e reportando-se à conquista de Jericó pelos israelitas, que, histórica ou não, terá de datar-se pelo 1200 a.C., diz em 6,8: “Mal Josué acabou de falar, os sete sacerdotes puseram-se em marcha diante do Senhor, tocando os seus instrumentos”. Versículo 20 do mesmo capítulo: “Mal o povo escutou o som das trombetas, fez[-se] ouvir um grande clamor e as muralhas da cidade [de Jericó] desabaram”.

Ontem, caiu a muralha defensiva portuguesa - e não adianta culpar as vuvuzelas.

sábado, 26 de junho de 2010

Doença em Lisboa muda percurso de teólogo espanhol

Díez-Alegría é o do meio. O da direita é Pedro Lamet, jesuíta, biógrafo

Pedro Lamet, autor de "Díez-Alegría: un jesuita sin papeles" (aqui), escreve no seu blogue sobre José Maria Díez-Alegría, que morreu ontem. Note-se que se não fosse a doença em Lisboa, em 1971, o percurso do teólogo jesuíta teria sido outro.

"2. El libro: En 1971 mientras daba una conferencia en Lisboa cae enfermo. Mielopatía por espondelosis vertical. Operado en Madrid y convencido de que puede morirse decide escribir un libro en el que exponer sin rodeos todo lo que piensa sobre la fe, la Iglesia, el celibato, el marxismo. etc. Se lo comunica al general P.Arrupe, haciendo de objeción de conciencia a la censura. Al final el libro aparece en España y se convierte en un escándalo internacional. En nuestro país el escándalo es doble por la situación política y por sus dos hermanos, jefe del Estado Mayor y de la Casa Militar de Franco.Destituido como profesor la Universidad Groriana vuelve exclaustrado a Madrid y se aloja en el Pozo del Tío Raimundo".

Ler tudo aqui.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Padre António Vieira e a relação dos portugueses com as horas

Li na Estação Cronográfica um texto sobre uma certa relação entre o tempo e a religião.

No início do séc. XVIII, Soror Maria do Céu, em Avés Ilustrados, comparava: “Um mosteiro sem união é como um relógio desconcertado, tudo é tempo confuso, horas perdidas, cordas quebradas; uma congregação de religiosas é um retrato do Céu, se tem paz; e é um bosquejo do Inferno, se a não tem”.

O texto começa com uma citação do "imperador" da língua portuguesa.

No séc. XVII, o padre António Vieira lamenta-se nas suas Cartas de uma característica portuguesa que, porventura, hoje se manterá: “Já eu noutro melhor tempo me queixava de que a nossa nau não fazia viagem, por serem muitos os timoneiros e cada um na sua ampulheta seguir diferente rumo”.

Esta citação faz-me lembrar uma outra do mesmo António Vieira. Dizia ele, mas não sei localizar em que sermão, que Santo António (seria no "Sermão de Santo António aos peixes"?) tinha um duplo mérito. Primeiro, conseguia estar em dois locais ao mesmo tempo. Depois, sendo português, não se atrasava. Este segundo mérito sem dúvida que não era menor do que o primeiro.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Gravura sobre o massacre de há 504 anos

Gravura reproduzida no blogue Rua da Judiaria, a partir de uma cópia cedida pelo Hebrew Union College. O original encontra-se na Houghton Library, na Universidade de Harvard. Imagem e texto copiados daqui.

“Von dem Christeliche / Streyt, kürtzlich geschehe / jm. M.CCCCC.vj Jar zu Lissbona / ein haubt stat in Portigal zwischen en christen und newen chri / sten oder juden, von wegen des gecreutzigisten [sic] got.” (“Da Contenda Cristã, que Recentemente Teve Lugar em Lisboa, Capital de Portugal, Entre Cristãos e Cristãos-Novos ou Judeus, Por Causa do Deus Crucificado”)

Panfleto anónimo, com apenas seis folhas, impresso na Alemanha (presumivelmente poucos meses depois do massacre de Lisboa). O “progrom” de 1506 contra os judeus de Lisboa é descrito em detalhe e as matanças contadas ao pormenor por uma testemunha ocular. A gravura do frontispício mostra os corpos mutilados e envoltos em chamas de dois judeus portugueses, dois irmãos, os primeiros a morrer num massacre que vitimou mais de 4 mil pessoas.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ciência e religião... mas qual religião?

Sou teologicamente criacionista, isto é, acredito em Deus como autor do universo, mas aceito o evolucionismo científico. E não vejo qualquer contradição nisso. Em resumo, na Ciência encontro o como e por vezes o porquê, mas só causa próxima, instrumental por assim dizer. Na Teologia, encontro o porquê final, o para quê, o sentido.

Por isso, quando um blogue como o Rerum Natura publica um cartune como este que aqui reproduzo e este, não gosto muito. Estou habituado a lê-lo e frequentemente transmite-me a ideia de um diálogo impossível entre Ciência e Religião - esta última geralmente considerada, sem qualquer especificação. E quem não distingue confunde.

Mas no meu blogue, considero o mesmo cartune uma crítica às religiões que se intrometem na ciência contradizendo as suas teorias. De facto, há fundamentalismos (cristãos, inclusive) que pretendem substituí-la, que se acham auto-suficientes em matéria científica. Não é, obviamente, a religião que professo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tragédias naturais são "Actos de Deus"

No sempre instrutivo “Rerum Natura” li que nas antigas apólices de seguro as tragédias naturais, como a das enxurradas da Madeira ou a que esteve na origem da queda da ponte de Entre-os-Rios, tinham o nome de “Actos de Deus”. E que, “segundo um estudioso das catedrais góticas, as construções que não caem nos primeiros cinco minutos não cairão nos seguintes quinhentos anos...” Aqui.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Todos os labirintos começam e terminam no coração do homem

"Quanto eu gosto de ver no chão das catedrais (Chartres) ou nas traves da nave principal (Lucca) um labirinto gravado! Houve um tempo em que os homens sabiam que a imagem do caminho é a figura da própria existência. Mas no tempo das vias de comunicação globais e das altíssimas velocidades, perdemos o saber das viagens profundas.

Todos os labirintos começam e terminam no coração do homem, mas este tem vastidões que ignoramos, desertos que só pressentimos, silêncios maiores que todo o silêncio, aberturas para muito longe. Raramente nos dispomos a percorrer semelhante paisagem. Os seus caminhos são duros, de uma esperança estreita e áspera, mas também purificadora. Reconduzem o coração, escravo de tantas dispersões, à utopia de um centro. Permitem refundar a vida. Morte e renascimento; cruz e ressurreição; inverno e primavera.

Peregrinar é aceitar percorrer nas estradas de hoje o antiquíssimo labirinto penitencial que as catedrais tinham gravado: redescobrir pelo apagamento a verdade do que se é; experimentar na pobreza o sentido do que se possui; reinventar na errância o endereço das construções sedentárias que nos motivam; medir no eterno a direcção do provisório."

José Tolentino Mendonça
(copiado do dia 2 de Fevereiro do equinócio de outono)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Como apareceu a "Noite Feliz" - inclui partitura


"Sol – Lá – Sol – Mi. A 24 de Dezembro de 1818, quando o professor de música Franz Gruber pegou na guitarra, as quatro primeiras notas saíram para musicar as palavras que o seu amigo, o jovem pastor Joseph Mohr, acabara de lhe trazer: Stille Nacht. Noite silenciosa, noite tranquila. Heil'ge Nacht! Noite santificada. Ambos estavam longe de imaginar que aqueles primeiros acordes e palavras dariam a volta ao mundo, tornando-se na mais conhecida e mágica melodia de Natal".

No Religionline, a história da mais célebre música de Natal, "Stille Nacht", que em português é conhecida por "Noite Feliz".

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Revista de Blogues - 2

N’A Lei Seca (ver dia 3 de Dezembro), Pedro Mexia responde à questão da existência de Deus.

Perguntam-me com frequência se tenho «certeza absoluta» de que Deus existe. Respondo sempre que a fé, embora não seja inabalável nem esteja isenta de dúvidas, é uma forma de certeza. Um crente é alguém que acredita, e se acredita tem a certeza. A palavra «absoluta» parece-me redundante, e se alguém a exige é para dar uma tonalidade dogmática à certeza, e portanto para a tornar absolutista. Todas as certezas são relativas, pois todas estão sujeitas a contraprova.

E porque o tempo e eternidade andam juntos (os monges eram os que mais necessidade tinham de relógios, para saberem a hora certa da reza do ofício divino), vale a pena ler mais um texto de história e cultura, agora sobre o relógio da torre de Serpa, na Estação Cronográfica (pelo caminho, admirem-se os relógios espantosos e espreite-se pelo ombro dos relojoeiros).

No Religionline, uma série de textos sobre o advento, como este excerto sobre o verdadeiro Pai Natal, Nicolau de Mira (ou Myra), que também nesta Tribo foi assinalado no dia 6 de Dezembro.

Mas afinal, se o Pai Natal existe – ou não? – quem é ele? A lenda recriada no último século e meio repousa sobre uma história: a de São Nicolau, que hoje o calendário católico assinala e é festejado um pouco por todo o lado – mesmo em países predominantemente protestantes.

sábado, 28 de novembro de 2009

Revista de Blogues

O Estação Cronográfica fala do Frei João da Comenda, um irmão leigo franciscano, o primeiro relojoeiro português.

"A pista da semana é pois Orgens e sua capela franciscana, onde está o mais antigo relógio de torre português que se conhece". Orgens fica perto de Viseu. Ler mais aqui.

O Rerum Natura, além de muitos bons textos sobre ciência, embora por vezes numa perspectiva que este blogue gostaria de contrariar (a da irrelevância da religião perante as ciências naturais), dá exemplos de como a criatividade (promovida por uma marca de automóveis) pode mudar o comportamento das pessoas, aqui.

Bento XVI e os abusos sexuais

Programa para a breve folga da Páscoa, um destes dias: ler o que escreveu o bispo emérito de Roma, Bento XVI, sobre os abusos sexuais. As ...