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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Porto quer novo bispo. E tem todo o direito

Notícia do CM de ontem. Inclui dois candidatos ao cargo. Presumíveis mas certamente involuntários. Ambos muito novos no episcopado.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Quem é o bispo do Porto?

Estava descontraidamente a ler umas notícias na Ecclesia sobre o Porto e... Espera lá. Quem é o bispo do Porto? Ainda não há? Dizia João XXIII que a crise vocacional era um bocado fictícia, porque bispos nunca faltariam. Mas está difícil este parto (ficou sem bispo no dia 18 de maio) na maior e mais importante diocese do país. Desconfio, contudo, que alguém que me lê é capaz de saber quem é o próximo bispo do Porto.

sábado, 7 de setembro de 2013

"A Virgem é mais importante dos que os apóstolos"?

O Papa diz que a "a Virgem é mais importante dos que os apóstolos". Vem na crónica de hoje de Anselmo Borges (ver entrada anterior).

Não duvido da importância que Nossa Senhora (gosto mais desta expressão do que "Virgem", embora "Nossa Senhora" possa fazer um protestante dar saltos na cadeira) tem na versão católica do cristianismo. Mas "mais importante do que os apóstolos" numa Igreja que é apostólica? Algo me parece dissonante nesta medida de importância.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Tarcisio Bertone era um yes-man. Mas podia não ser?

Com a saída de D. Bertone da chefia da Secretaria de Estado, ouve-se dizer que ele era um “yes-man”. Marco Politi escreve no "Il Fatto Quotidiano": “O Papa Ratzinger conhecia os seus limites, mas, sentindo-o em total sintonia com os seus próprios desejos e sabendo que ele nunca assumiria uma posição de crítica contra ele (dos papéis do Wikileaks, vem à tona que a diplomacia vaticana considerava Bertone como um "yes-man" ao extremo do pontífice), sempre quis defendê-lo” (lido aqui).

Mas a questão é: na Igreja católica pode haver inferiores na hierarquia ordenada que não sejam “yes-men”? Só conheço duas respostas e ambas começam por n. Não e nunca. Isto não é uma crítica. É o reconhecimento de aspetos constitutivos de um sacramento que se chama precisamente "ordem".

segunda-feira, 8 de julho de 2013

D. Manuel III, Patriarca de Lisboa?

Corre para aí que o novo patriarca de Lisboa é D. Manuel III. O "Público" usa e abusa da designação. Não imagino de onde vem tal designação. Obviamente, já terá havido dois patriarcas Manuel. Se é o próprio que quer tal designação, o que pretende com isso? (É o que dá a entender a "Visão", que lhe chama "pontífice".) Até parece que os bispos (ou será prerrogativa dos patriarcas?) estão numa sucessão dinástica. Sucessão, sim, mas apostólica.


sábado, 8 de junho de 2013

Abriu a época das transferências

Partindo das frequentes críticas do Papa Francisco ao carreirismo eclesiástico, Sandro Magister escreveu há dias um texto pertinente sobre as transferências de bispos de umas dioceses para as outras. Na realidade, duvido que as críticas franciscanas se dirijam especificamente aos bispos que mudam de diocese, porque, e julgo que não sou ingénuo por pensar assim, tal mudança deve-se mais à vontade do Vaticano do que aos desejos dos próprios.

Vale a pena ler o texto aqui. Em todo o caso, quando tanto se houve falar de transferências (não só para a Diocese do Porto), há citações relevantes que merecem ser meditadas:

- Vincenzo Fagiolo, cardeal, em 1999: “A dignidade do episcopado está no ‘munus’ que comporta, e este por si mesmo prescinde de toda hipótese de promoção e transferência, que deveriam ser, quando não eliminadas, cada vez mais raras. O bispo não é um funcionário, um interino, um burocrata, que se prepara para outros cargos mais influentes”.
- Bernardin Gantin, cardeal, em 1999: “Quando é nomeado, o bispo deve ser um pai e um pastor para o povo de Deus. E pai é para sempre. Do mesmo modo, um bispo, uma vez nomeado numa determinada sede, em linhas gerais e por princípio, deve permanecer nela para sempre. Sejamos claros: o que existe entre o bispo e a diocese é representado como um matrimônio; e um matrimônio, segundo o espírito evangélico, é indissolúvel. O novo bispo não deve ter outros projetos pessoais. Podem existir motivos graves, gravíssimos, por razão dos quais a autoridade pode decidir que o bispo saia, para passar de alguma maneira, de uma família para outra. Fazendo isto, a autoridade tem presente inúmeros fatores e, entre estes, não se encontra, é claro, o possível desejo de um bispo mudar de sede”.
- Joseph Ratzinger, cardeal, em 1999: “Especialmente, na Igreja não deveria existir nenhum sentido de carreirismo. Ser bispo não deve ser considerado uma carreira com diversos escalões, de uma sede para outra, mas, um serviço muito humilde. Penso que também o debate sobre o acesso ao ministério seria mais sereno, caso fosse visto no episcopado um serviço e não uma carreira. Também uma sede humilde, com poucos fiéis, é um serviço importante na Igreja de Deus. É claro, pode haver casos excepcionais: uma sede muito grande para a qual é necessário ter experiência do ministério episcopal; neste caso, pode se dar... Porém, não deveria ser uma práxis normal; somente em casos muito excepcionais”.
- Timothy Radcliffe, frade dominicano, em 2013:  “Pergunto-me também se é um bem para os bispos ser deslocados de uma diocese para outra. Carregam um anel que é um sinal de que estão ‘casados’ com a diocese, mas, muitas vezes, são separados de suas dioceses originais e casados com outras dioceses. Se soubessem, ao contrário, que permaneceriam em suas dioceses, então poderiam prestar-lhe sua completa atenção. É verdadeiramente estranho que seja permitido aos bispos se divorciarem de sua diocese, mas não as pessoas unidas em matrimônio!”

A acrescentar a isto, deveria desaparecer os bispos auxiliares, que são sempre bispos titulares de dioceses defuntas, como Mitilene ou Luperciana. Que ficção. E claro que as dioceses teriam de ser mais pequenas e muitas mais em número.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Bruno Forte: "Uma teologia para a vida"


O livro que me tem acompanhado nos últimos dias (e que fez com que a revisão do carro custasse menos a passar, por exemplo). É uma boa introdução à teologia. Sobre alguns pontos, inclusive de discordância, havemos de falar em breve. Informação da editora Paulus:

Num estilo de livro-entrevista com o escritor Marco Roncalli, Bruno Forte põe em relação fé e história, teologia e filosofia, reflexão e ação pastoral, religião e estética, educação e vida quotidiana. Um livro que apresenta a busca de Deus no nosso tempo, a crise da pós-modernidade, o confronto entre identidade e diálogo, a religião, a globalização, o futuro do Cristianismo. Temas que fazem parte da vida de crentes e não crentes.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

E o bispo da diocese mais importante do país vai ser...


Na revista "Visão" desta quinta. Fontes habitualmente bem informadas dizem-me que vai ser o segundo a contar da esquerda. Apesar de não ter carta de condução.

terça-feira, 30 de abril de 2013

D. Clemente está quase a chegar a Lisboa

Notícia do JN de hoje. Reparem que, em relação ao CM de ontem, D. Manuel avançou um bocadinho para sul. E D. Policarpo ficou mais contente.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Quem vai para o Porto?


Escreve o correspondente de Braga do "Correio da Manhã" que D. Manuel Clemente regressa a Lisboa. Os do Porto, não gostam uns e  dão saltos de alegria outros. É sempre assim quando muda um responsável. Mas a notícia ainda não foi confirmada. E, se for verdade, mais interessante é saber quem é o próximo bispo do Porto, que costuma ser a diocese portuguesa mais sólida, criativa, dinâmica, estimulante.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Outra notícia do dia 11: "Patriarca fica mais um ano"


Notícia do "Correio da Manhã" de 11 fevereiro, o dia em que o raio caiu do céu sobre o Vaticano e obnubilou tudo em termos mediáticos. Registe-se o aparecimento de um quarto candidato. Ou seja, o segundo depois de D. Manuel Clemente, já que D. António Marto é demasiado nortenho para Lisboa (não é candidato real). Mais depressa vai parar ao Porto. E D. Carlos Azevedo já por lá passou. Se lá fosse desejado, não teria sido "promovido" para Roma. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A dívida da catedral é um cancro em Bragança


O "i"entrevistou D. José Cordeiro, bispo de Bragança. Deixo aqui um bocadinho. Está tudo online. 
Quando chegou a Bragança disse que encontrou a diocese num estado quase de falência. Qual é a situação económica neste momento?
A situação financeira da diocese é quase igual à do país. As dívidas prendem-se essencialmente com a catedral de Bragança [que começou a ser construída há cerca de 20 anos]. Ainda estamos a dever 600 mil euros. De resto, as outras situações complicadas com que me deparei estão a ser acompanhadas e resolvidas.
Quanto é que já conseguiu angariar para amortizar a dívida da catedral?
Desde que estou cá, cerca de 100 mil euros, fruto de donativos de instituições e de pessoas. E esperamos continuar a amortizar para honrar os compromissos e aliviar a situação da diocese. Porque a Igreja tem uma missão muito clara: evangelizar. E se nos perdermos no secundário perdemos o essencial. É evidente que esta dívida tem um enorme peso, é quase um cancro na diocese.
Mas a situação financeira da diocese chegou a este ponto porquê? Houve má gestão dos dinheiros?
Por várias circunstâncias, algumas ainda estão a ser apuradas. Na Igreja, quando o bispo chega tem de assumir o pacote inteiro. O positivo e o negativo. E não devo, sequer, criticar. Isso faz-se internamento e apurando a verdade na caridade.
Que tipo de circunstâncias ainda estão a ser apuradas?
Muito do suporte económico da diocese era canalizado para a catedral, para a comunicação social diocesana, para outras estruturas que precisavam desse apoio. Agora estamos a começar a autonomizar as várias estruturas e as várias contas, encontrando um novo modelo de gestão que possa servir as pessoas. A Igreja serve para o serviço do evangelho e não para acumular riqueza. E a riqueza que houver é para estar ao serviço das pessoas e do bem-comum.
Essa reestruturação pode implicar a extinção de algumas valências?
Para já não. Embora um dos problemas da diocese seja a existência de estruturas a mais.
Tem encontrado resistências às mudanças?
É normal que as mudanças provoquem sempre resistência, isso não me preocupa, ocupa-me. Tudo isto exige muito trabalho, muita paciência, muita canseira. Mas não há crescimento sem crises. Não podemos é matar as mudanças, temos de as saber acolher.
Era mesmo preciso construir uma catedral tão grande em Bragança?
Eis a questão. Se calhar não. Mas a opção foi tomada e agora há que ser assumida e levada por diante.
Esse espírito reformista tem a ver com o facto de ser o bispo mais jovem do país?
Não.
Pode permitir-se a ter menos juízo por ser mais jovem que os outros bispos?
(risos) Talvez me permita ter algumas ousadias. Alguns colegas já me têm dito isso. Mas estas mudanças na diocese, como a criação das unidades pastorais, eram necessárias.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Bento Domingues: Será Jesus Cristo uma causa perdida? (2)


Texto de Bento Domingues no "Público" de hoje.

Escreve o dominicano: "Nenhum católico está obrigado a concordar nem com o diagnóstico, nem com a terapêutica que D. Manuel Martins propõe para sairmos do buraco que, dia a dia, se apresenta mais fundo". 

Ainda bem. É o meu caso. Ainda que concorde que o diagnóstico inspira cuidados (mas se formos ler as previsões do ano passado, não estamos tão mal como se dizia), não me revejo na cura preconizada pelo portuense ex-bispo de Setúbal (o comité de sábios para avaliar o candidato a ministro é mirabolante; ouvir aqui), que em agosto do ano passado temia que os portugueses deixassem de ser um povo de "brandos costumes" devido à crise e, salve-se a coerência, também criticava o governo de Sócrates.

Frei Bento: "Não me parece nada que Jesus seja uma causa perdia. Penso o contrário".

Ainda bem. Subscrevo totalmente.


"Será Jesus Cristo uma causa perdida? (1)"

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Bispos católicos poluem mais do que protestantes - na Alemanha


Deixem esse e tragam outro que polua menos. Karl Lehmann

Os carros dos bispos católicos poluem mais do que os dos bispos evangélicos (169 gramas de emissões de CO2 por quilómetro dos católicos contra 140 dos evangélicos).

Dos 47 que responderam ao inquérito de uma associação ambientalista, apenas cinco, todos eles protestantes, respeitam o limite europeu de emissões que é de 130. 19 apanham com o “cartão amarelo” e 23 recebem o “vermelho”.

O menos poluidor é Jochen Bhol, da Igreja Evangélica da Saxónia. Anda de Mercedes Classe E híbrido. 

Dos 23 "reprovados", dois provêm da Igreja Evangélica, 21 da Igreja Católica. O último da lista é o cardeal Karl Lehmann, bispo de Mainz e ex-presidente da Conferência Episcopal da Alemanha. O seu Mercedes Classe R a diesel emite 223 gramas de CO2 por quilómetro.

Bento XVI e os abusos sexuais

Programa para a breve folga da Páscoa, um destes dias: ler o que escreveu o bispo emérito de Roma, Bento XVI, sobre os abusos sexuais. As ...